Lev Sheba

A unidade que cuida do que outra cirurgia não resolveu

15 de out. de 2026

Na Unidade de Parede Abdominal do Centro Médico Sheba tratam-se quadros que vão da hérnia à fasciite necrosante. Muitos pacientes chegam depois de já terem passado por uma cirurgia em outro lugar, às vezes após anos de complicações.

Três integrantes de uma equipe cirúrgica, de avental, touca e máscara, operam sob o foco de uma sala de cirurgia na penumbra; o paciente está coberto por campos verdes.

A parede abdominal faz mais do que o nome sugere: comanda cada movimento do dia, protege os órgãos e participa da respiração. Quando é danificada, repará-la não é apenas fechá-la: é preciso devolver a função, e fazer isso com segurança exige mais do que cabe numa residência de cirurgia geral.

É disso que se ocupa a Unidade de Parede Abdominal do Centro Médico Sheba. Ali se tratam quadros que vão da hérnia à fasciite necrosante, com técnicas que vão da laparoscopia à cirurgia robótica, e cada uma é escolhida pelo caso, não por hábito. Muitas intervenções se resolvem apenas com laparoscopia, sem robô.

O doutor Nadav Nevo, cirurgião do corpo clínico e consultor em reconstrução de parede abdominal, e sua equipe dedicam parte do trabalho a formar residentes acima do programa padrão. Não é um extra acadêmico: é o que faz com que um paciente com um quadro pouco frequente encontre, do outro lado da mesa, alguém treinado para aquele quadro.

Boa parte de quem chega à unidade já passou por uma sala de cirurgia em outro lugar, e às vezes por anos de complicações. São os casos para os quais ela existe: aqueles em que o caminho habitual já não serve e é preciso encontrar outro que seja seguro.

A equipe mede ainda o resultado por algo que não aparece numa tomografia. Uma incisão precisa e simétrica não muda a função, mas muda o corpo com que o paciente vai para casa. Nesta unidade as duas coisas são parte do mesmo trabalho.

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